CADEIRA Nº 055
Cristiana de Barcellos Passinato
Voltar
a Página Anterior
Egoísta!
Eu sou
Não gosto de bolinar,
Massagear,
Apalpar
Egos alheios.
Sei,
Sou meio egoísta.
Quero o olhar,
As atenções para mim.
Porém não nego meus defeitos.
Sou feita de carne e osso.
E morro
Como eu acho que devo ser!
Voltar
Piedade aos que Precisam
Tenho pena!
Sobre a minha pena,
Reflito
E dou pito
Por não temer
Escrever e
Por que ler?
Tanto abuso,
No escuro,
Atiro sem saber
O meu alvo.
Acordo
Pro que não quero ver.
Pena,
Eu tenho dos que não querem ver.
Quem ler tais abusos
Sem se defender,
Sem poder se esconder
Do julgamento
Desse justo ou injusto tribunal.
Que me condenou
A esquecer.
Voltar
Moreno
O que faz
Essa pele
Suada,
Bronzeada,
Surrada
De amar.
Marcas de gozo
Do peso do meu delirar.
Arranhões,
Paixões,
Ensandeceram
As noites com tormento
Do fogo do luar.
Como posso esquecer esse moreno.
Moreno que me faz pequena,
Serena,
Após me dar seu encantar
Da mulher
Ao despertar.
Voltar
Morada
Casinha pequenina
Onde o amor nasceu.
Amanheceram
Muitas manhãs
Com o sol batendo
E florescendo os jardins.
A seiva suave do alvorecer.
O cantar dos pássaros.
Tudo tinha mais cor.
Quando estava em minha morada
Amada por um cantor
Que encantava toda gente,
Em mim tocou
O que vinha dele de mais precioso:
O seu amor.
Voltar
Quero
Como posso querer paz
Ao meu redor
Com tom voraz
E temor
De ser loquaz.
E do agouro?
Do que sou capaz?
Quando ameaço
Ir atrás
Do que quero mais.
Voltar
Perseguição
Corro
Por um socorro,
Por um porto seguro
Que apareça a minha frente.
Mas agente
Não se deu conta
Do tempo que havia.
Sempre corria
E perdia,
Que agonia,
De ver a saída.
A partida
Desse trem,
Da sua vida
Da minha
Que se esvaía
Sem sintonia
Com a minha vida.
Voltar
|